Por que devemos ser profissionais empreendedores?

O Momento pede uma mentalidade arrojada; mas há um problema: nem todas as empresas estão preparadas para acolher pessoas questionadoras

Muitas são as nomenclaturas para os cargos de liderança: chefe, supervisor, coordenador, líder, gerente e diretor. Sem falar nas variações em inglês, como CEO, COO, CFO, CLO ou mesmo CIO, dependendo da área do responsável. Mas estas são apenas siglas, pois todos lideram pessoas e situações com maior ou menor nível de complexidade.

Para esses profissionais, certamente o conhecimento técnico continua sendo importante para assumir o cargo de comando. Mas a verdadeira diferença de líder está concentrada nas suas habilidades comportamentais, também chamadas de Soft Skills.

Tenho acompanhado diversas pesquisas e estudos sobre o tema, além da minha experiência profissional, e um passo básico para ter um bom resultado na liderança é conhecer as principais qualidades de um líder. Você deve tê-las como referência –ajustando-as às suas próprias características.

A acomodação é um dos piores problemas corporativos

Não é possível afirmar que você deverá possuir todos os atributos que o mercado demanda, mas é essencial refletir para desenvolver os que são mais significativos para conduzir projetos e times com excelência.

Um desses atributos é ser um empreendedor corporativo, que para muitas empresas pode ser um grande diferencial de carreira e em outras uma barreira para o crescimento.

Esse é ponto crítico nos dias de hoje. Muito embora as organizações digam que seus líderes têm de ser empreendedores, na prática isso nem sempre é verdade. Você deve perceber se a cultura da companhia é aberta ou não a quem ousa e desafia o status quo.

E, apesar da tendência do empreendedorismo corporativo ter chegado para ficar, o profissional deve ter atenção à sua aplicação. Para ser empreendedor, a palavra iniciativa precisa estar presente em todos os momentos. Mas, em algumas empresas, “se você achar muito em pouco tempo, ninguém te achará mais na empresa”. Ou seja, questionar é malvisto. Por isso, é necessário observar o ritmo da companhia para não ser demitido ou mesmo ser colocado em funções com menos expressão por ter um espírito empreendedor.

Temos que repensar esse modelo e valorizar os profissionais empreendedores.

Por isso, se você tem esta característica, procure um lugar onde consiga aplicá-la. Encontrar negócios e chefes para apoiá-lo na aprovação e implementação de seus projetos é fundamental.

A acomodação é um dos piores problemas corporativos. Quando somada à insegurança, o caos está armado. É comum escutarmos de alguns trabalhadores que eles têm 25 anos de atuação, mas na prática um ano de experiência e 24 anos de repetição daquilo que aprenderam no primeiro ano de carreira.

Temos que repensar esse modelo e valorizar os profissionais empreendedores. Conheço pessoas que entram em uma empresa e onde quer que estejam alocadas realizam projetos diferenciados. Transformam uma pequena área em algo de destaque e percebem a importância das alianças internas. Por isso, você deve lutar internamente e soltar seu lado empreendedor. Aquele profissional que possui novas ideias, que agrega valor e as coloca em prática, tem de ser reverenciado pela organização – ou, então, sair dela em busca de um ambiente que valorize quem tem iniciativa e vontade de mudar.

Armando Lourenzo é Doutor e Mestre em Administração pela FEA USP. Pós Doutorando em Administração pela FEA/USP. Pòs Graduando em Filosofia pela PUC. Diretor da Ernst & Young University. Presidente do Instituto Ernst & Young. Professor da FIA, USP (PECEGE) e Casa do Saber. Colunista da revista Você SA (versão digital). Mentor da revista Exame. Autor de artigos e livros na área de negócios. Palestrante em eventos nacionais e internacionais. Premiado como um dos três melhores Learning Leader of the year nos EYU em 2016, 2017 e 2018.

 

 

 

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